O Bitcoin enfrenta uma fase de baixa significativa, registrando uma queda acumulada de 6% na última semana. Essa tendência descendente é influenciada por vários fatores que têm gerado preocupações entre os investidores e analistas de mercado.
Um dos principais fatores é o elevado fluxo de saída de recursos dos fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin, que anteriormente ajudavam a sustentar os preços da criptomoeda. O Grayscale Bitcoin Trust (GBTC), um dos maiores ETFs de Bitcoin, viu um grande volume de liquidações, especialmente após a conversão do fundo fechado para um ETF à vista. Essa mudança permitiu que os investidores resgatassem suas cotas sem o desconto significativo que prevalecia anteriormente. A FTX, corretora de criptomoedas que entrou em falência em 2022, liquidou mais de US$1 bilhão em bitcoins do GBTC para pagar seus credores, aumentando ainda mais a pressão vendedora sobre o mercado.
Além disso, a crescente correlação do Bitcoin com os mercados tradicionais, como o Nasdaq, tem amplificado a volatilidade. Os investidores estão demonstrando maior aversão ao risco devido aos temores de aumentos mais agressivos nas taxas de juros para conter a inflação global. Esse comportamento tem levado à liquidação de posições em Bitcoin, contribuindo para a queda nos preços. Analistas observam que, após o Bitcoin perder o suporte de US$44 mil, o mercado acelerou a queda, retornando para a região de consolidação do primeiro trimestre do ano.
Eventos macroeconômicos também desempenham um papel crucial na recente volatilidade do Bitcoin. Decisões iminentes do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) dos EUA e dados mensais sobre o emprego são fatores que podem acelerar ou inverter a tendência atual. Historicamente, maio tem sido um mês volátil para o Bitcoin, com registros de quedas significativas nos últimos anos. Segundo analistas, a média de declínio do Bitcoin em maio, nos últimos três anos, foi de 20%.
Em meio a esse cenário, especialistas estão cautelosos sobre o futuro imediato do Bitcoin. Embora haja um suporte próximo aos US$37 mil, rompê-lo pode levar a quedas ainda mais acentuadas. A perspectiva é de que a pressão vendedora continue até que as liquidações nos ETFs, especialmente no GBTC, sejam concluídas.
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